Cordel no Giusto

Atualizado: 15 de mar.

Os resultados obtidos nos vestibulares, olimpíadas e ENEM comprovam que o trabalho desenvolvido por aqui constrói bons escritores. A escrita é um dos pontos de maior importância na na formação de um cidadão com argumentação, pesquisador e cheio de diferenciais. Anualmente trazemos diferentes gêneros literários e culturais para agregar como ferramenta de escrita desde os primeiros anos escolares e com diversas propostas e graus de complexidade. Adoramos cordéis, e sendo um dos vários instrumentos que trazemos para os alunos e compartilhamos aqui com vocês. O que é literatura de cordel?

Literatura de cordel é uma manifestação literária do interior do nordeste brasileiro. É um gênero literário feito em versos com métrica e rima e caracterizado pela oralidade e por uma linguagem informal.

Também chamada de literatura popular em verso, essa tradição se popularizou no final do século XIX, quando tais poesias passaram a ser impressas em folhetos e vendidas em feiras.

O nome “cordel” faz referência às cordas onde os folhetos ficavam expostos. Seu formato foi inspirado nos cordéis lusitanos, trazidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses.

Os folhetos de cordel medem cerca de 12 x 16 cm e como são folhas dobradas, têm número de páginas sempre múltiplos de quatro. Sua capa é feita em xilogravura e apresenta ilustrações que remetem ao conteúdo dos poemas.

As poesias de cordel retratavam a realidade do sertão nordestino e contavam histórias sobre os costumes locais, com forte utilização de humor e ironia. Além disso, serviam como fonte de informação para os moradores da região.




Origem da literatura de cordel

O formato dos folhetos têm origem nos cordéis portugueses, trazidos para o Brasil durante a colonização. Esses folhetos retratavam histórias de reis e rainhas e eram populares também em outros países europeus, como a Inglaterra, a França e a Espanha.

Eram publicações adaptadas de livros eruditos escritos para a elite e destinados ao povo. Impressos em folhas simples e em grande quantidade, eram vendidos a preços acessíveis.

Apesar do formato da literatura de cordel brasileira ter se inspirado nos folhetos lusitanos, em relação ao conteúdo, essa manifestação cultural ganha autonomia e originalidade com os poetas brasileiros.

Inicialmente, a poesia cordelista era marcada exclusivamente pela oralidade. As rimas feitas pelos poetas nordestinos eram faladas e cantadas, o que se justifica pelas altas taxas de analfabetismo na região.

Mas com o surgimento da imprensa e também com o crescimento da alfabetização, os folhetos passaram a ser impressos em papel. A passagem dos versos para a escrita, no entanto, nunca retirou da tradição o caráter da oralidade, que é característica essencial do cordel até os dias de hoje.

O primeiro cordelista a imprimir seus versos foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918), um dos maiores nomes desse estilo literário. Seu folheto foi impresso em 1907 e nas décadas seguintes várias editoras de cordel foram surgindo.

Outros grandes nomes de cordelistas nascidos no final do século XIX são João Martins Athayde (1880-1959) e Francisco das Chagas Batista (1882-1930).

Dentre os poetas nascidos já no século XX, destacam-se nomes como:

  • Antônio Carlos dos Santos

  • Arievaldo Viana Lima

  • Expedito Sebastião da Silva

  • José Costa Leite

  • Manoel Monteiro

  • Patativa do Assaré

  • Zé da Luz

O cordelistas, em geral, eram homens com pouca escolaridade e instrução. Muitos deles não chegaram nem a frequentar a escola e aprenderam a ler e escrever de maneira informal.

Os temas das poesias de cordel trazem elementos da realidade sertaneja, tratavam das questões sociais e políticas e também serviam como fonte de informação para o povo nordestino.

Observe no trecho do poema "A triste partida" de Patativa do Assaré, o relato da realidade nordestina e a informalidade do estilo de escrita:

Setembro passou, com outubro e novembro

Já tamo em dezembro.

Meu Deus, o que é de nós?

Assim fala o pobre do seco Nordeste,

Com medo da peste,

Da fome feroz.


Os cordelistas também tinham como intuito divertir seus leitores e ouvintes, para isso se utilizavam do sarcasmo, da ironia e do humor. Os folhetos de cordel são hoje uma rica fonte de informações sobre a história do povo nordestino e Brasileiro. No acervo da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) existem cerca de 7 mil folhetos, livros e materiais de pesquisa sobre o cordel.

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