Crise Hidrelétrica discutida em sala de aula

Atualizado: Set 3

Por que estamos pagando essa conta?


A região Sudeste, a mais populosa e industrializada do Brasil, sofre com a pior estiagem dos últimos 90 anos. A escassez das chuvas provoca o esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas, responsáveis por mais de 60% da geração de energia elétrica no país.

No entanto, de acordo com o Professor de Geografia do Colégio Giusto Zonzini, Nancildo, essa crise hídrica não é causada somente pelo clima. “Nos últimos anos estamos enfrentando secas bem prolongadas e os níveis dos reservatórios caíram bastante. Ocorre que, todos já sabemos que isso acontece a cada 2 ou 3 anos, e cada vez com mais força. Se o Governo sabe disso, por que não se planeja? Falta planejamento para melhorar a infraestrutura energética” explica ele.


O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reconhece a mudança significativa no regime de chuvas, mas denuncia o favorecimento dos interesses econômicos do setor privado, que penaliza a população com aumento na tarifa e racionamentos. Nancildo, nós ainda não entendemos o que o nosso bolso tem a ver com tudo isso.

“Mais de 60% da energia elétrica é gerada pelas usinas hidrelétricas; o Brasil tem um regime de chuvas muito bom, climas úmidos como o equatorial e o tropical, o que contribui para fortalecer nossa matriz hidráulica, principal geradora de energia.

Acontece que nesta época de estiagem as usinas hidrelétricas apresentam um déficit hídrico, ou seja, as empresas geradoras alegam um certo prejuízo com a hidráulica e acionam as usinas termelétricas, que produzem energia a partir de gás e carvão mineral, e isso gera um custo maior. O governo repassa esse valor ao consumidor. Por isso as contas mais caras. É chamado tarifaço.

As empresas privadas que são donas de boa parte das usinas termelétricas não perdem lucro com isso. Só ganham. Portanto, não é só culpa do clima”.


Tarifaço e apagão

Fato é, o tarifaço vai prejudicar ainda mais a economia e que podemos ver essa crise hídrica se transformando numa crise de abastecimento.


Nancildo, então pode haver um apagão?

"Sim! Pode haver o que chamamos de Apagão Seletivo, ou seja, “Apagão seletivo”.

Com o risco de desabastecimento, não se descarta a possibilidade do governo federal priorizar o fornecimento de energia para localidades mais ricas e populosas. Ou seja, se o governo perceber que há uma possibilidade de ‘apagão’, ele pode reduzir a carga, na medida do possível, para os locais mais isolados".

O que o desmatamento na Amazônia tem a ver com isso?

Hoje temos a precificação do desmatamento, que se reflete na energia elétrica. Com a diminuição do volume de chuvas, reservatórios importantes têm tido um fluxo de água menor. A quantidade de água que aflui pros reservatórios tem sido reduzida na última década.

Quando a cobertura vegetal é destruída, as grandes árvores deixam de existir e cai a reposição de umidade na atmosfera. Os ventos continuam soprando, mas levam uma quantidade menor de umidade, repercutindo principalmente na região central do Brasil, que tem a Amazônia como única fonte de chuvas. Se o desmatamento parasse hoje, isso não significaria que o clima voltaria ao normal. Não, a gente precisaria recompor a floresta. Para que a gente tivesse uma restauração do clima a condições normais, levaria em torno de 20 anos, porque as grandes árvores demoram a crescer.

Em muitos países, como a França, a geração de energia é controlada pelo Estado.

Fonte: Brasil de Fato


Assunto em sala de aula

Professor Nancildo trabalhou com os alunos do 7º ano, em sala de aula, o tema: Energias Alternativas

e destacou a importância das fontes limpas, principalmente a eólica. Os estudantes questionaram se o uso racional de energia seria uma das saídas para nossa crise de energia. A conclusão das turmas é que sim, porém é preciso que o governo mantenha o planejamento responsável num setor estratégico e tão importante como a infraestrutura energética. Durante as pesquisas com os alunos, Nancildo falou sobre energia nuclear, energia solar e energia eólica, porque alguns países já estão investindo nestas alternativas.


Acompanhando o ritmo do crescimento econômico e do aumento de renda, o Brasil deve ter também uma alta no consumo de energia na ordem dos 60% até 2040. A boa notícia é que a boa parte deste crescimento deve vir de fontes alternativas de energia renovável, que inclui energia eólica, solar e biocombustíveis, como etanol, e que são menos poluentes. Em 2040, quase metade (48%) da energia usada no país deve vir de fontes limpas e renováveis. As informações fazem parte de um relatório sobre o mercado de energia global da companhia de petróleo britânica BP.


Criação de Pluviômetros pelos alunos Foi proposto pelo Professor Felipe que os alunos da 1ª Série do Ensino Médio a criação de um Pluviômetro Caseiro (Equipamento para a coleta e mensuração de dados pluviométricos).

Durante o período de 30 dias (1 de junho a 30 de junho) os alunos, em suas casas, fizeram as coletas de dados de chuva e através de sites e aplicativos de celular coletaram os dados de temperatura média dos municípios onde moram. Esses dados foram inseridos em software para tabulação, cálculo e confecção de climogramas (gráficos que indicam as condições atmosféricas de temperatura e pluviosidade de determinado local). Com esses dados coletados, foi solicitado aos alunos, baseados nas aulas de geografia, que fizessem uma análise das condições atmosféricas do período de coleta.

Outro procedimento realizado durante o trabalho foi a observação do tempo atmosférico. Sabe-se que a observação é um método científico de extrema importância para as pesquisas acadêmicas, sobretudo as que estão relacionadas com a dinâmica física da Terra. Neste sentido, foi pedido aos alunos que anotassem em uma tabela a descrição das condições atmosféricas ao longo do período da coleta dos dados, que os auxiliaria a ratificar as análises.

Por fim, mas não menos importante, consideramos esse trabalho de extrema importância, pois além de inserir nossos alunos no mundo acadêmico e científico, mostrou que as investigações científicas podem ser realizadas no nosso cotidiano.






Professor Felipe ensinando os alunos na criação do pluviômetro

Pluviômetro construído pelos alunos

Alunos protagonistas e prontos para criar grandes oportunidades.

Somos a melhor escola do eixo Raposo Tavares, na região do Butantã e Granja Viana, para os estudantes e suas famílias. A educação integral do indivíduo (social, afetivo, físico, intelectual e cultural) tem o poder transformador na sua vida pessoal e na sua vida em sociedade para a construção de um mundo mais humano nas relações interpessoais e mais consciente nas suas escolhas. Nossa prática norteia o respeito, a responsabilidade, a empatia, a ética e o compromisso social.


Fale conosco e vem para o Colégio Giusto!


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