Educação Socioemocional: Roda da Vida

Educação Socioemocional aplicada no dia-a-dia, dentro e fora da sala de aula!

O nome Roda da Vida pode até soar exótico, mas o propósito é dos mais práticos possíveis. Muito utilizada em sessões de coaching, ela surge no papel como um círculo separado em partes e ajuda a criar um panorama pessoal e holístico de dado momento da sua vida.


Com ela em mãos, é possível analisar problemas, elencar prioridades e traçar planos futuros para atingir melhor equilíbrio. “É uma ferramenta simples, mas que pode oferecer insights profundos”, diz Stephanie Crispino, coach profissional.



“Antes de mais nada, ela pergunta: como eu estou?”


O que é e como surgiu a Roda da Vida?


O instrumento foi criado nos anos 1960 pelo americano Paul J. Meyer. De origem humilde, ele cresceu durante a Grande Depressão e foi paraquedista na Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, aos 27 anos, tornou-se milionário comandando duas seguradoras.

Roda da Vida do estudante GIUSTO


Sua combinação de motivação e persistência chamava a atenção, e Meyer viu ali outra oportunidade de negócios. Tornou-se um dos mais famosos palestrantes motivacionais do mundo e vendeu bilhões de dólares em livros e áudios. Ainda na ativa, ele aposta na motivação como primeiro passo do desenvolvimento de potencial.

“Não importa quem você é ou qual é sua idade: se quiser conquistar sucesso permanente e sustentável, sua motivação precisa vir de dentro”, conta em uma de suas primeiras gravações, Personal Motivation. “Deve ser pessoal, ter raízes profundas e fazer parte de seus pensamentos mais íntimos."



Como utilizar a Roda da Vida?

A Roda da Vida tem fácil execução e demanda apenas três passos. Confira a seguir quais são eles e como colocá-los na prática.

1º passo: categorias

Desenhe um círculo separado em seis ou oito categorias importantes na sua vida. Família, Carreira, Finanças, Saúde, Espiritualidade, Educação, Amigos, Cultura e Amor são alguns exemplos de composição, mas a abordagem é maleável e permite a troca de acordo com o que cada indivíduo quer analisar.

Quando tiver categorizado sua ferramenta, marque uma escala de zero (no centro) a dez (na borda).

2º passo: pontuação

Com o círculo devidamente segmentado e identificado em mãos, pense em quanta atenção tem dado a cada fatia e faça um “x” na altura do número correspondente – mantenha-se proporcional ao zero no centro e dez na borda circular, para facilitar a visualização.


Assim, cada categoria ganha uma nota indicando o quanto tem sido prioritária no seu dia a dia.

Na categoria “Lazer”, por exemplo, pense: O tempo que você gasta com hobbies e atividades que te dão prazer e te relaxam é suficiente? Você aproveita momentos de lazer com qualidade?

Já na categoria “Trabalho e Carreira”, avalie se o que você faz te traz satisfação, se é o que você gostaria de estar fazendo, se você gosta do seu ambiente de trabalho e sente que está se desenvolvendo.


Então, ao terminar de pontuar cada uma, ligue os pontos. O desenho final obtido é um panorama holístico do momento que você está vivendo.


3º passo: reflexão

Depois do desenho pronto, o objetivo passa a ser refletir sobre ele e traçar um plano de ações para conquistar um equilíbrio mais satisfatório no futuro. Em primeiro lugar, questione se o resultado te deixa feliz ou se gostaria que fosse diferente.


Se for o caso, faça outras marcas que correspondam ao seu equilíbrio ideal, avaliando com o mesmo sistema de notas as áreas que quer tornar prioritárias e fazendo um segundo círculo. A diferença entre os dois quadros – presente e desejo – é a necessidade de trabalho a ser feito.É aí que começa o brainstorming de autoconhecimento: Quais pedaços têm as maiores notas? As mais baixas? Quais são áreas prioritárias nesse momento? Quais se afetam e de que maneira?

A partir daí, é possível rever prioridades, criar projetos nas diferentes áreas e traçar planos de ação realizáveis e com metas. O resultado pode ser surpreendente.

Conselhos para quem está pensando em fazer…

Para extrair o melhor da ferramenta, evite a superficialidade. “A Roda da Vida permite que você se conscientize sobre as coisas, então aprofunde-se”, aconselha Stephanie.

Além disso, colocá-la numa gaveta também não é boa ideia: ao reavaliar sua Roda da Vida periodicamente, você se mantém atento ao próprio progresso. Ter um par também pode ajudar na manutenção das metas criadas, já que um amigo pode agir como um coach informal e não deixar você esquecer do que precisa ser feito.


Roda da Vida no Giusto Junto com os alunos, o profe Felipe, de Educação Socioemocional, adaptou as áreas para a vida dos Estudantes na aula de Educação Socioemocional.


Por isso o nome da atividade é: Roda da Vida do Estudante Giusto.

Fonte: napratica.org.br



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