Gastronomia Afetiva

Nossa cantina é mesmo especial, o aroma da cozinha de casa invade o pátio do Giusto


Sabe aquele perfume de alho e cebola refogados? Pelo pátio do Giusto ele existe. Isso porque, pra gente, resgatar a lembrança da comidinha preparada pelos pais ou avós é fundamental para a formação do ser humano como um todo, além de preservar o hábito de uma alimentação saudável mesmo estando fora de casa. Pesquisa recente feita pelo Ibope e Unicef mostra que, entre as famílias que vivem com crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos, 58% aumentaram o consumo de alimentos industrializados, refrigerantes e fast food, o que contribuiu para a evolução de outra epidemia: a obesidade, inclusive a obesidade infantil.

Um estudo da Opas (Organização Pan-americana de Saúde), de 2015, mostra que o aumento no consumo de produtos ultraprocessados (aqueles que geralmente vêm em “pacotinhos”) tem levado ao aumento no IMC, o índice de massa corporal, em países da América Latina. Nesse ritmo, a projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é deque, até 2025, existam mais de 75 milhões de crianças obesas no mundo todo, das quais 11,3 milhões no Brasil.


Comfort Food, pode ser traduzido como “culinária afetiva” ou “comida afetiva”, é um movimento de pessoas que desejam sentir emoções positivas em seus pratos. A essência desse movimento é trazer boas lembranças para quem se alimenta.


Em nossa cantina, o tempero básico é alho, cebola, sal e cheiro verde, porém, sálvia, páprica e manjericão não faltam nos molhos e carnes.


“Cozinhar é um modo de amar os outros”, Mia Couto.






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